Nos últimos dias, o mercado financeiro brasileiro tem se movimentado com otimismo. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, tem renovado recordes, influenciado pela expectativa de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) reduzirá sua taxa de juros. Essa possibilidade reverbera também nacionalmente, alimentando esperanças de que a taxa básica de juros brasileira, a Selic, possa começar a recuar mais cedo do que muitos previstos. Mas o que está por trás dessa alta? Quais são os impactos reais para o Brasil? E quais desafios permanecem?
Na segunda-feira, o Ibovespa subiu cerca de 0,9%, alcançando 143.546,58 pontos ao final do pregão — um novo recorde de fechamento. Durante a sessão, chegou a atingir 144.193,58 pontos.
Esse movimento foi motivado por expectativas de aproximação de cortes nos juros dos EUA — fato que costuma gerar fluxos favoráveis para mercados emergentes, como o Brasil, por reduzir o custo de capital internacional e estimular a entrada de investimentos. Além disso, houve repercussão sobre indicadores econômicos brasileiros, como o IBC-Br, que apresentou retração em julho (−0,5%). Esse dado sugere uma desaceleração da atividade econômica, o que pode aumentar a pressão para que a Selic seja reduzida também.