
O Comando Central dos EUA (Centcom) divulgou neste sábado (14) imagens do poderoso ataque militar lançado contra instalações militares iranianas na ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do Irã e ponto central para o escoamento da produção do país.
O presidente Donald Trump havia anunciado na noite desta sexta-feira (13) que as forças dos Estados Unidos bombardearam e “obliteraram” o território estratégico para o Irã, que era usado inclusive para contornar sanções internacionais.
Segundo o líder da Casa Branca, o bombardeio, que ele classificou como um dos mais poderosos já realizados no Oriente Médio, atingiu exclusivamente alvos militares na ilha, descrita por ele como a “joia da coroa” do regime iraniano (Veja abaixo imagens dos ataques).
“Há poucos momentos, por minha ordem, o Comando Central dos Estados Unidos executou um dos bombardeios mais poderosos da história do Oriente Médio e destruiu completamente todos os alvos militares na ilha de Kharg”, escreveu em post na Truth Social.
Ontem à noite, as forças dos EUA executaram um ataque de precisão em grande escala na Ilha Kharg, no Irã. O ataque destruiu instalações de armazenamento de minas navais, bunkers de armazenamento de mísseis e vários outros locais militares. As forças dos EUA atingiram com sucesso mais de 90 alvos militares iranianos em Kharg… pic.twitter.com/2X1glD4Flt
– Comando Central dos EUA (@CENTCOM) 14 de março de 2026
O presidente acrescentou que decidiu não atingir a infraestrutura petrolífera na ilha, mas advertiu que a decisão pode ser revista caso o Irã tente bloquear o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo transportado no mundo. A possibilidade de interrupção do tráfego na região já provoca tensão no mercado global de energia e contribui para a alta recente nos preços do petróleo.
“Se o Irã, ou qualquer outro, fizer algo para interferir na passagem livre e segura de navios pelo Estreito de Ormuz, reconsiderarei imediatamente essa decisão”, declarou o republicano.
A ilha de Kharg é considerada o principal gargalo da economia iraniana. Cerca de 90% do petróleo exportado pelo país persa passa pelo terminal localizado na ilha, que funciona como o maior centro de estocagem e carregamento de petróleo do Irã. A estrutura possui águas profundas capazes de receber superpetroleiros, o que permite o envio da produção para compradores no exterior, principalmente na Ásia, onde o Irã possui seu maior comprador de petróleo: a China.
Mesmo sob sanções impostas pelo Ocidente, o petróleo iraniano continua sendo vendido por meio de mecanismos de evasão, como transferências entre navios em alto-mar e uso de petroleiros que operam fora dos sistemas de rastreamento. Analistas apontam que a ilha de Kharg é o ponto de partida dessas operações, sendo essencial para que o regime mantenha receitas em moeda estrangeira.
A ilha estava sendo protegida pela Guarda Revolucionária Islâmica, organização ligada diretamente ao regime islâmico e responsável por grande parte da segurança das instalações petrolíferas. A receita obtida com as exportações de petróleo a partir do local é considerada fundamental para financiar o aparato militar e manter o funcionamento da ditadura de Teerã.
“O Irã não tem capacidade de defender nada que decidirmos atacar – não há nada que possam fazer a respeito. O Irã nunca terá uma arma nuclear, nem terá capacidade de ameaçar os Estados Unidos da América, o Oriente Médio ou, aliás, o mundo”, escreveu Trump. O republicano acrescentou que, após esta ação dos EUA, “as forças armadas do Irã, e todos os envolvidos com esse regime terrorista, fariam bem em depor as armas e salvar o que resta de seu país, que já não é muito”.
