Pontos-chave
–Kalani Konig, de 18 anos, do estado de Santa Catarina, conquistou a prata na final do parque masculino do Campeonato Mundial de Skate em São Paulo, marcando 94,80 em uma quarta corrida bônus antes de ser superado pelo espanhol Egoitz Bijueska, de 15 anos, que marcou 95,83.
–O também brasileiro Luigi Cini, finalista olímpico, caiu três vezes e terminou em sexto; O americano Tom Schaar ficou com o bronze
–Nas ruas, o Japão conquistou o pódio feminino e a japonesa Toa Sasaki conquistou o título masculino; A brasileira Rayssa Leal terminou em quarto lugar no street feminino
A forte chuva atrasou em mais de duas horas a final do Campeonato Mundial de Skate em São Paulo na noite de domingo, mas a espera só aumentou o drama no Parque Cândido Portinari. Quando a final do parque masculino finalmente aconteceu, o brasileiro Kalani Konig, de 18 anos, estava a uma única corrida do título mundial, terminando em segundo, atrás do espanhol Egoitz Bijueska – um prodígio de 15 anos que já está em primeiro lugar no ranking mundial.
Konig, de Santa Catarina, no sul do Brasil, liderou a competição após sua quarta e última corrida, marcando 94,80 para alegria da torcida e ultrapassando brevemente Bijueska no topo da tabela de classificação. O espanhol, que foi o último, respondeu com uma sequência de 95,83 – igualando a maior pontuação da história do campeonato – para levar o ouro. O americano Tom Schaar completou o pódio em terceiro.
Uma final moldada pela chuva e pela resiliência
O formato deu a cada um dos oito finalistas três corridas de 40 segundos cada. Os cinco primeiros avançaram para uma única quarta rodada de bônus – aquela que decidiu tudo. Konig passou para o segundo lugar após as rodadas principais com uma pontuação de 91,66, atrás dos 92,28 de Bijueska e um pouco à frente dos 90,51 de Schaar. Sua pontuação na quarta corrida de 94,80 foi a melhor da noite até o último esforço do espanhol.
O compatriota de Konig, Luigi Cini, que liderou as semifinais no dia anterior e entrou como co-favorito, não conseguiu repetir a sua forma na final. Ele caiu em todas as três corridas, incluindo uma com apenas dois segundos restantes em sua segunda tentativa, e terminou em sexto com 68,35 – fora dos cinco primeiros e incapaz de fazer a corrida bônus. O resultado foi um final de noite difícil para um dos patinadores de parque mais famosos do Brasil, finalista dos Jogos Olímpicos de Paris 2024.
Japão varre ruas, Rayssa fica aquém
No início do dia, antes da chegada das chuvas, Rayssa Leal disputou a final feminina de rua e ficou em quarto lugar, perdendo por pouco o pódio em uma competição dominada pelo Japão. A vitória japonesa naquele evento foi total: Ibuki Matsumoto ficou com o ouro, Nanami Onishi com a prata e Coco Yoshizawa com o bronze – três atletas do mesmo país ocupando todos os degraus do pódio. Na final masculina de rua – também adiada, mas concluída na noite de domingo – o japonês Toa Sasaki conquistou o ouro, enquanto o peruano Angelo Caro conquistou uma prata notável, um resultado forte para o skate sul-americano em casa. A japonesa Sora Shirai ficou com o bronze. O brasileiro Wallace Gabriel terminou em quinto.
De olho em Los Angeles
Para Konig, a medalha de prata tem um significado muito além do pódio. O resultado soma 64 mil pontos ao seu ranking de qualificação olímpica e o posiciona como um dos mais fortes candidatos brasileiros a uma vaga na patinação em parques nos Jogos de Los Angeles 2028. “É um grande sonho meu competir nas Olimpíadas e ser campeão olímpico”, disse ele após a final. “Nunca tive um resultado tão bom antes – isso me dá muito mais confiança.” Konig, cuja mãe é instrutora de ioga e o ajudou a desenvolver uma reputação de calma sob pressão, disse que pretende seguir integralmente o ciclo olímpico. Os próximos eventos de qualificação são uma Copa do Mundo em Roma e outro Campeonato Mundial em Assunção ainda este ano, ambos contando diretamente para os pontos de qualificação para LA 2028.
Isso faz parte da cobertura diária do The Rio Times sobre notícias latino-americanas e notícias financeiras latino-americanas.
