Erick Castro Gusmão Seixas, apontado como o principal alvo de uma operação policial, foi detido nesta quinta-feira (24) em Salvador. Ele é acusado de comercializar entorpecentes para profissionais da saúde e empresários na Bahia, além de usar o nome de sua avó para registrar automóveis de luxo e, assim, lavar os recursos obtidos com o tráfico.
Sua prisão ocorreu durante a Operação Iceberg, conduzida pela Polícia Civil, que resultou na captura de outras dez pessoas. Ordens de prisão e de busca e apreensão foram cumpridas em condomínios de alto padrão em Salvador e em outras cidades como Jaguaripe, Santo Antônio de Jesus, Vitória da Conquista e Ilhéus.
Conforme a Polícia Civil, os suspeitos viviam em meio a ostentação, com veículos caros e residências em áreas nobres, para criar uma fachada que escondesse suas atividades criminosas.
Diversos bens foram confiscados por determinação judicial, incluindo veículos de luxo. Entre eles estão modelos como Audi A4 e Q3, BYD Song Plus GS DM, Honda CR-V Touring, Volkswagen Amarok, Jeep Compass, Chevrolet Tracker e uma motocicleta Honda NXR 160 Bros. O valor total desses bens ultrapassa R$ 1,1 milhão.
Erick não era o único a envolver familiares no esquema de lavagem de dinheiro. Theo Macedo e Dantas, identificado como o principal fornecedor de drogas para Erick, utilizava uma empresa inativa de sua própria mãe como fachada. Ele foi responsável pela maior movimentação financeira investigada, totalizando R$ 621.489,73.
Matheus Ribeiro Mello do Nascimento também recorria a contas de terceiros para realizar e receber pagamentos, e utilizava o carro do próprio pai nas atividades ilícitas. Sua função era localizar fontes de abastecimento de drogas no Paraguai.
As drogas comercializadas pelo grupo tinham alto valor de mercado e eram vendidas predominantemente para um público de alto poder aquisitivo. A negociação acontecia através de redes sociais, com anúncios de produtos em perfis do Instagram que usavam nomes como ICE, WOLF, DRY, FLOR 24K e REFIL HALLU CALIFA.
Os pedidos eram feitos por meio de mensagens privadas, e os pagamentos eram realizados majoritariamente via Pix. Após a concretização da venda, os entorpecentes eram entregues em locais combinados ou enviados para outras cidades, frequentemente disfarçados em produtos de beleza, como cremes.
